Probióticos Probióticos

O que são os probióticos?

De acordo com a guia publicada pela FAO (Food and Agriculture Organization) e pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2002, os probióticos são “microrganismos vivos que, ingeridos em quantidades adequadas, conferem um benefício para a saúde de quem os toma”.

Para que um microrganismo possa ser considerado um probiótico, deve ter sido bem tipificado e estudado, pois essa é a forma de saber quais são os seus benefícios, as quantidades que devem ser tomadas, assim como as situações ou doenças em que demonstrou a sua utilidade.

Os probióticos podem ser leveduras ou bactérias, pois ambas fazem parte habitual da nossa flora/microbiota intestinal.

Benefícios dos probióticos

Os probióticos atuam no nosso ecossistema intestinal equilibrando a composição da flora. A investigação com probióticos demonstrou que têm múltiplos benefícios para a saúde. Porém, nem todos os efeitos descritos podem ser atribuídos a todos os probióticos, pois os benefícios são específicos para cada um deles.

Apesar desta especificidade, existem estudos que demonstram benefícios gerais comuns a várias estirpes probióticas. Estes são alguns dos mais destacados:

O que é uma estirpe probiótica?

Os probióticos são microrganismos vivos e, como tal, denominam-se com a nomenclatura oficial microbiológica. Esta classificação inclui a determinação da espécie, do género e, por último, da estirpe, que detalha alguns aspetos mais concretos das suas características. Por exemplo:

estirpe probiótica

Nome completo do probiótico: Escherichia coli Nissle 1917
Espécie: coli
Género: Escherichia
Estirpe: Nissle 1917

Um microrganismo, embora partilhe a espécie e o género com outros, tem características que podem ser totalmente diferentes consoante a estirpe a que pertence. Seguindo o exemplo anterior, a bactéria Escherichia coli Nissle 1917 é uma das primeiras estirpes probióticas que se descobriu e tem efeitos antidiarreicos. Por outro lado, uma bactéria muito parecida a nível de nomenclatura, da mesma espécie e do mesmo género, mas com estirpe diferente como Escherichia coli O157H:7, é um microrganismo que provoca diarreia quando coloniza o intestino. Este exemplo demonstra-nos como existem diferenças abismais entre as 2 bactérias só por serem estirpes diferentes.

Por este motivo, devemos tomar probióticos que estejam bem estudados e etiquetados para garantirmos o benefício e a segurança dos mesmos.

Que características deve reunir um probiótico?

Sociedades internacionais para o cuidado da saúde como a OMS ou a Sociedade Mundial de Gastroenterologia definiram que um microrganismo, para poder ser catalogado como probiótico, deve cumprir uma série de características essenciais que têm de permanecer inalteradas nos preparados:

  1. Segurança.
    Não devem ser microrganismos com capacidade para gerar doenças nem devem ser tóxicos. Devem estar livres de efeitos adversos.
  2. Estar vivos.
    Devem ser resistentes à destruição tecnológica.
  3. Estabilidade.
    Devem permanecer estáveis durante a vida útil do produto, com variabilidade mínima entre os diferentes lotes do produto.
  4. Quantidade adequada.
    Devem conter um número adequado de microrganismos viáveis que conduzam ao efeito benéfico demonstrado cientificamente.
  5. Nomenclatura específica.
    Deve-se especificar o género e a espécie de cada estirpe específica.
  1. Evidência científica.
    Devem haver estudos de qualidade que demonstrem a sua eficácia em seres humanos.
  2. Armazenamento.
    Devem conter substâncias de veículo ou enchimento que não afetem a viabilidade ou sobrevivência da estirpe.
  3. Efeito benéfico.
    Cada estirpe apresenta um efeito benéfico para o qual demonstrou evidência científica. Os benefícios de uma estirpe não podem ser extrapolados para outras estirpes.
  4. Etiquetagem.
    Devem ter uma etiqueta onde se especifique claramente estas características de forma clara e verídica.

Os probióticos têm contraindicações?

Os probióticos são, geralmente, bem tolerados e podem ser administrados a crianças.

Apesar disso, antes da toma de um probiótico, como noutras ocasiões, é necessário considerar a hipersensibilidade de cada pessoa a qualquer dos componentes do produto.

Em que situações se recomenda a utilização de probióticos?

Os probióticos são utilizados sobretudo na prevenção e no tratamento de alterações do trato gastrointestinal, tais como:

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